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A Maldição dos Mortos Vivos

 

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"A Maldição dos Mortos Vivos"
Título original:
"The Serpent and the Rainbow"
EUA - 1988, 98 minutos.

Elenco:
Bill Pullman - Dennis Alan
Cathy Tyson - Marielle Duchamp
Zakes Mokae - Dargent Peytraud
Paul Winfield - Lucien Celine
Brent Jennings - Louis Mozart
Conrad Roberts - Christophe
Badja Djola - Gaston
Theresa Merritt - Simone

Diretor:
Wes Craven
Escritores:
Wade Davis - (inspirado no livro), Richard Maxwell e Adam Rodman
Produtores:
Keith Barish, Doug Claybourne, Rob Cohen, Robert Engelman, David Ladd e David B. Pauker
Música:
Brad Fiedel
Edição:
Glenn Farr
Direção de Arte:
David Brisbin

Distribuidora: Universal Pictures
Gênero: Terror

Dirigido pelo mesmo criador de um dos vilões mais temidos dos anos 80, Freddy Krueger, “A Maldição dos Mortos Vivos” é um filme sério sobre zumbis.

Wes Craven fez uma pesquisa sobre magia negra e descobriu alguns casos sobre pessoas que foram dadas como mortas e enterradas vivas, e com muita dificuldade, muitas delas conseguiram sair do caixão e isso acabava assombrando a população.

A partir desses fatos, lançou em 1988 esse filme de terror que se passa na cidade de Porto Principe, no Haiti.

O antropólogo americano Dennis Allan, vivido por Bill Pullman, após diversas pesquisas, constata que no Haiti existe um “pó” capaz de ressuscitar animais e pessoas. Muito cético, o cientista vai conferir de perto o que acredita ser apenas lenda e religiosidade local, pois o doutor pensa que trata-se apenas de uma droga anestésica, que dá sinais que a pessoa relamente morreu e após seis horas, “retorna” a vida, com sérias sequelas mentais, um método muito utilizado pelo governo local, utilizado em queimas de arquivo.

No decorrer do filme, o jovem cientista percebe que sua teoria não é tão simples assim, pois vai se adentrando em um mundo de rituais negros feitos pelos curandeiros, que de certo modo o alertam a se manter longe dessa realidade que ele não conhece, aliás a idéia do ser intruso é implícita no filme todo, pois mostra o contraste do americano loirinho de olhos claros no meio do pobre país sofredor.

A técnica do Diretor Wes Craven é excelente, pois ele conseguiu nos adentrar no personagem Dennis (uma brilhante interpretação), como se vivêssemos todos os pesadelos e angústias dele, num clima totalmente tenso, não dando ao telespectador momentos de relaxamento e risadas.

O filme também tem uma visão política, pois o país vive sob um regime de ditadura, e as pesquisas e descobertas do cientista americano acabam incomodando alguns líderes políticos, que logo dão um jeito de tentar calar o intruso.

O momento crucial é esperado o filme inteiro, a cena em que o personagem Dennis é dopado pelo pó maligno e dado como morto, porém consciente de toda a situação, inclusive do momento em que ele será enterrado vivo.

É um filme interessante e totalmente dentro do clima Halloween, e uma pena que interesses comercias e capitalistas utilizassem o título sugestivo, “A Maldição dos Mortos Vivos”, onde muitos se decepcionam esperando um filme repletos de zumbis sedentos por cérebros humanos fresquinhos.

É a minha dica para os amantes dos filmes de terror da década de 80.



 


Carlos Simões

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